Mulher em areia com mãos na cabeça para simbolizar frustração da subida de taxas de juros

Banco de Portugal considera que subir juros foi um “balde de água fria na economia”

Em publicação, o BdP explica como o Banco Central Europeu (BCE) aumentou as taxas de juro para travar a subida dos preços e a inflação. Perceba em seguida. 

05 Jun 20242 min

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“Subir juros funciona como deitar um balde de água fria na economia” 

O Banco de Portugal (BdP) considera que o objetivo do aumento das taxas de juro, em resposta à subida dos preços, foi como deitar um “balde de água fria” na economia. 

Em resposta à subida dos preços, o BdP explica que o Banco Central Europeu (BCE) subiu os juros por forma a desacelerar a inflação

“O surto de inflação vivido no pós-pandemia teve como resposta do BCE um aumento das taxas de referência. Subir juros funciona como deitar um balde de água fria na economia, refreando o avanço dos preços dos bens e serviços que compramos para colocar a inflação na meta de 2%”, pode ler-se numa publicação do BdP partilhada na rede social X (antigo Twitter).  

Note-se que, como consequência do aumento das taxas de referência pelo BCE, “os bancos comerciais aumentam os juros dos seus empréstimos e depósitos, desincentivando e encarecendo os primeiros e incentivando os segundos”, lê-se ainda. O que “tende a conduzir a menos consumo e investimento”, e “arrefece a economia”. 

“Ao longo de 2023, o BCE deu continuidade a esse ciclo de subidas, aumentando os juros em 0,5 pontos nas reuniões de fevereiro e março, e 0,25 pontos nas reuniões de maio, junho, julho e setembro”, recorda a publicação. 

Para quando o primeiro corte nas taxas de juro?

Luís de Guindos, vice-presidente do BCE, apontou no Parlamento Europeu um corte para junho, no caso de a evolução dos dados manter a melhoria da inflação.  

Apesar dos riscos que poderão influenciar a evolução dos preços, dos salários, da produtividade, dos custos unitários do trabalho, das margens de lucro e dos riscos geopolíticos, as projeções do BCE perspetivam que a taxa de inflação continue a descer de forma moderada, chegando aos 2% em 2025. O que leva o vice-presidente a acreditar que em junho será possível reduzir as restrições da política monetária. 

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