Procura poupar com créditos ou seguros? É a especialidade da Poupança no Minuto! Fale já connosco. Ou conheça primeiro as medidas económicas que se esperam da AD.
Com a contagem de votos fechada, e um primeiro-ministro indigitado, Luís Montenegro, serão as medidas da Aliança Democrática (AD) a ser implementadas.
Então, o que se espera da AD para a economia do país? No seu programa eleitoral, estaria previsto um crescimento de 2,5% em 2025 até 3,4% em 2028, através de um choque fiscal de cinco mil milhões de euros ao longo da legislatura.
As previsões provêm do cenário macroeconómico do Conselho de Finanças Públicas (CFP) e seguem um “princípio de prudência”, mantendo a coligação com uma projeção para 2024 de 1,6%.
De acordo com o cenário macroeconómico da AD, a procura interna é o que estará principalmente a contribuir para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre 2,5 pontos percentuais (pp.) e 3,1 pp..
Segundo os economistas da AD, o crescimento pelo choque fiscal de cinco mil milhões durante a legislatura vai incluir três mil milhões de euros para o IRS, 1,5 mil milhões para o IRC e 500 milhões para medidas fiscais direcionadas a habitação.
Além disso, também se prevê um crescimento do consumo privado ligeiramente abaixo do PIB (de 2% em 2025 para 3,1% em 2028), ao mesmo tempo que o investimento se fixa acima, principalmente entre 2025 e 2026.
Isto porque se espera um aumento do investimento para 5,2% em 2025 e para 4,5% em 2026, diminuindo para 3,2% em 2027 e 3,4% em 2028.
Na exportação de bens e serviços, a previsão de crescimento prende-se por uma taxa de 3,8% em 2025, 4% em 2026, 4,4% em 2027 e 4,4% em 2028. E nas importações o crescimento deve assentar em 3,8% em 2025 e 3,9% em 2028.
O programa ainda indica ser expectável um crescimento contido do consumo público com uma taxa de variação entre 1,7% em 2025 e 2,5% em 2028.
O objetivo da coligação é que o emprego passe de 0,3% em 2024 para 1,1% em 2025, chegando a 1,4% em 2028, contrapondo à taxa de desemprego que se espera que passe de 6,2% em 2025 para 5% em 2028.
O programa económico da AD tem como foco quatro reformas estruturais: a redução dos impostos sobre o trabalho e investimento, aposta na iniciativa privada e produtividade, o combate à corrupção e uma economia de futuro.
Para isso, têm como objetivo pôr em prática 10 visões estratégicas, tais como:
Joaquim Miranda Sarmento, líder da banca parlamentar do PSD, na conferência de imprensa sobre o programa económico assegurou que este cenário é conservador e remeteu os custos das medidas anunciadas para a apresentação do Programa Eleitoral, quando for divulgado o cenário orçamental. Porém, avançou que se espera um "ligeiro superavit em torno de 0,8% do PIB" e que o peso da dívida pública diminua para 90% do PIB.
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