Em Portugal, o direito à greve está consagrado na Constituição e é uma ferramenta legítima de luta dos trabalhadores. Mas será que quem faz greve continua a receber salário? É uma das dúvidas mais comuns e com razão, pois a resposta envolve implicações diretas no rendimento mensal.
Vamos explicar, de forma clara e atualizada, o que acontece ao salário durante os dias de greve e quais os direitos que se mantêm.
Durante o período de greve, os trabalhadores estão legalmente dispensados de comparecer ao trabalho e de cumprir as ordens do empregador. No entanto, isto não significa que estão completamente livres de obrigações ou que não haja consequências.
Segundo a DECO PROTeste, no Notícias ao Minuto:
“Durante uma greve, os trabalhadores ficam dispensados de comparecerem ao trabalho e de obedecerem às instruções do empregador, mantendo-se a maioria dos seus direitos e obrigações”.
Ou seja:
Não. O salário é suspenso durante os dias de greve.
Apesar de manter muitos direitos laborais, o trabalhador que adere à greve perde o direito ao salário correspondente aos dias em que faltou. A legislação portuguesa é clara neste ponto:
“O trabalhador perde o direito à retribuição, ou seja, não recebe o salário referente ao período em que faltou”, reforça a DECO PROTeste.
Isto significa que:
É importante frisar que esta regra aplica-se mesmo quando a greve é convocada por sindicatos ou organizações representativas e cumpre todas as formalidades legais.
O direito à greve está previsto no Artigo 57.º da Constituição da República Portuguesa e na Lei n.º 65/77. No entanto, para ser legal, a greve deve respeitar:
Caso o trabalhador esteja a receber prestação por doença, acidente de trabalho ou doença profissional, o pagamento por parte da Segurança Social mantém-se. Nestes casos, o impacto da greve no rendimento mensal é nulo.
Greve é um direito, mas traz custos
A greve é um direito fundamental e uma ferramenta legítima de reivindicação. No entanto, é essencial que o trabalhador esteja consciente do impacto financeiro, principalmente na perda do salário durante os dias em que participa.
Antes de aderir a uma greve, considere o seu orçamento e situação contratual, e informe-se bem junto da entidade patronal ou sindicato.
Leia mais informações semelhantes acompanhando o Poupança no Minuto:
Poupança no Minuto é uma marca detida por Financefy, S.A., Intermediário de crédito vinculado registado junto do Banco de Portugal com o n.º 0006860. Serviços autorizados a prestar: Apresentação ou proposta de contratos de crédito a consumidores. Assistência a consumidores, mediante a realização de atos preparatórios ou de outros trabalhos de gestão pré-contratual relativamente a contratos de crédito que não tenham sido por si apresentados ou propostos. Mutuantes: Bankinter, S.A. - Sucursal Em Portugal, Caixa Geral De Depósitos, S.A., Banco BPIi S.A., Banco Santander Totta, S.A., Abanca Corporación Bancaria, S.A., Sucursal Em Portugal, Banco Ctt, S.A., Novo Banco, S.A., Cofidis, BNP Paribas Personal Finance, S.A. - Sucursal Em Portugal, Union De Créditos Inmobiliários, S.A., Establecimiento Financiero De Crédito (Sociedad Unipersonal) - Sucursal Em Portugal, Bni - Banco De Negócios Internacional (Europa), S.A., Banco Bic Português, Sa, Unicre - Instituição Financeira De Crédito, S.A.
Related Articles
Manage a family budget? Get to know the 50/30/20 savings rule.
3 min
Black Friday: 3 Tips to Maximize your Savings.
4 min
5 tips for buying (and saving) on sales
3 min
What social supports strengthened in 2024?
3 min
Want to save on credits and insurance?
Subscribe to our newsletter and never miss any content. Learn how to have a healthier financial life.
Talk to an agent now
Want to know more? Talk to one of our agents to clarify any doubts and discover the perfect solution for you.
Call to national landline | Monday to Friday, 9am to 7pm.