Desde 1 de janeiro de 2026 que viajar na maioria das autoestradas portuguesas ficou mais caro. A atualização de preços ronda os 2,29%, um aumento calculado com base na inflação registada no final de 2025. Na rede concessionada pela Brisa, este agravamento afeta quase metade das praças de portagem ativas.
Por exemplo, uma viagem entre Lisboa e o Algarve (pela A2) custa agora 23,80 euros na Classe 1, o que representa um aumento de 50 cêntimos face ao ano anterior. Já a ligação Lisboa a Porto ficou 45 cêntimos mais cara, elevando o custo da viagem para perto da barreira dos 25 euros por percurso.
Em contrapartida ao aumento geral, o Parlamento lançou um pacote de isenções que promete revolucionar a mobilidade em várias regiões do país, beneficiando fortemente o interior.
A medida mais abrangente é o fim total das portagens nos poucos troços da A25 que ainda eram pagos (como Esgueira a Aveiro Nascente e Albergaria), tornando a via completamente gratuita para todos os utilizadores. No Alentejo, as regras são diferentes: os troços da A2 (entre o nó da A13 e Almodôvar) e da A6 (do nó da A13 a Caia) passam a ser gratuitos, mas apenas para quem reside ou tem a sede da sua empresa nestas regiões (Baixo Alentejo, Litoral, Alto Alentejo e Alentejo Central).
As boas notícias também chegam ao setor empresarial. Para aliviar a pressão dos custos de transporte na zona centro e norte, o Orçamento do Estado suspendeu a cobrança de portagens aos veículos pesados na Circular Regional Exterior do Porto (A41). Em Leiria, a medida também abrange a A19 e a A8 (no troço Leiria Sul a Pousos), promovendo a deslocação do tráfego pesado para as vias mais rápidas e seguras.
Atenção à burocracia: a isenção de portagens no Alentejo (A2 e A6) não é automática para quem passa lá. Para beneficiar desta gratuitidade, que entrou em vigor em abril de 2026, é estritamente obrigatório ter o carro associado a um dispositivo de pagamento eletrónico (como a Via Verde).
Além disso, os residentes terão de submeter anualmente um pedido formal de isenção junto da sua operadora de via verde, apresentando documentos que comprovem a sua morada fiscal nas áreas abrangidas pela lei. Sem este equipamento no vidro do carro e sem a documentação aprovada, os pórticos continuarão a faturar o valor normal.
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