
Guia Crédito Consolidado: Como juntar as dívidas e baixar a prestação?
Ter vários créditos em simultâneo – como o empréstimo do carro, cartões de crédito e um crédito pessoal – é um dos principais motivos de desequilíbrio financeiro das famílias. Quando as várias prestações se acumulam, a liquidez mensal desaparece e a taxa de esforço atinge níveis insustentáveis.
Se as várias prestações estão a absorver todo o seu ordenado, o crédito consolidado pode ser a “boia de salvação” que lhe vai devolver a folga financeira.
O que é o crédito consolidado?
O crédito consolidado é uma operação financeira que consiste em juntar todos os seus créditos espalhados por diferentes bancos e financeiras num único e novo contrato.
Na prática, uma nova instituição financeira liquida todas as suas dívidas antigas e assume o seu financiamento. Em troca, o cliente passa a pagar:
- Apenas uma prestação mensal;
- A uma única entidade credora;
- Com uma única taxa de juro e data de débito.
Quais os créditos que pode consolidar?
É possível consolidar quase todos os tipos de financiamento bancário, incluindo:
- Créditos pessoais e automóvel;
- Dívidas de cartões de crédito;
- Linhas de crédito;
- Créditos habitação (nestes casos, trata-se de um crédito consolidado com garantia hipotecária).
Quais são as vantagens de consolidar os seus créditos?
A principal atração deste produto é o impacto imediato no orçamento familiar, mas há outras mais-valias importantes:
- Redução da prestação mensal: Ao juntar os créditos e ao alongar o prazo de pagamento, a sua nova mensalidade única pode descer até 60% face à soma de todas as prestações que pagava anteriormente.
- Taxas de juro mais baixas: A taxa média do novo contrato acaba muitas vezes por ser inferior, especialmente se estiver a consolidar dívidas de cartões de crédito (que têm taxas altíssimas, próximas dos 15-18%).
- Redução da Taxa de Esforço: Com a mensalidade mais baixa, o rácio entre o que ganha e o que paga ao banco desce drasticamente.
- Simplificação e conforto: Acabaram-se os débitos aleatórios ao longo do mês. Fica apenas com uma única data de pagamento, reduzindo o risco de esquecimentos e penalizações.
- Possibilidade de financiamento adicional: Alguns bancos permitem que adicione um montante extra (para obras ou novos projetos) sem aumentar substancialmente o valor da prestação final.
Como funciona o processo na prática?
Imagine que tem a seguinte situação atual:
- Crédito automóvel: 300€/mês
- Crédito pessoal: 200€/mês
- Cartões de crédito: 100€/mês
- Total que paga atualmente: 600€ mensais
Através da consolidação, o novo banco liquida as três dívidas e cria um único contrato a pagar num prazo maior. O resultado? Passa a pagar uma única prestação, por exemplo, de 350€/mês.
Acabou de poupar 250€ todos os meses.
Cuidados a ter antes de avançar
Apesar de ser uma excelente ferramenta financeira, a consolidação exige disciplina. O aumento do prazo de pagamento significa que a mensalidade desce hoje, mas o Custo Total do Crédito (o total de juros pagos até ao fim do contrato) pode ser mais elevado.
Além disso, o grande risco é que, ao ver o seu orçamento com folga, caia na tentação de contrair novas dívidas ou voltar a usar os cartões de crédito que acabaram de ser limpos. O objetivo da consolidação deve ser sempre a estabilidade financeira e a saída progressiva do endividamento.
Como iniciar o processo sem custos?
Para iniciar o processo e saber rapidamente se tem viabilidade de poupança, utilize o nosso Simulador de Crédito Consolidado.
Os intermediários de crédito do Poupança no Minuto recolhem o seu Mapa de Responsabilidades do Banco de Portugal e apresentam-lhe as propostas mais vantajosas de diferentes instituições financeiras. Todo o acompanhamento é 100% gratuito e não tem qualquer compromisso.
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